A Inteligência Artificial (IA) é um tema atual que desperta opiniões das mais diversas. Isso é compreensível, pois ainda se trata de um assunto relativamente pouco conhecido para a maioria das pessoas, mas que continua em constante evolução. Para mim, é um tema complexo e, em muitos aspectos, de difícil compreensão.
Embora o conceito tenha ganhado força por volta da década de 1950, com estudiosos como Alan Turing, John McCarthy e Marvin Minsky, que criaram as bases teóricas e práticas para que máquinas fossem capazes de compreender e se comportar de maneira inteligente, o assunto ainda está longe de ser completamente entendido.
A gramática define inteligência como um substantivo. Já a Wikipédia afirma que a inteligência humana é a faculdade de conhecer, compreender, aprender, resolver problemas e conflitos, além de adaptar-se a novas situações. Trata-se de um conjunto de funções psíquicas e psicofisiológicas que contribuem para o conhecimento, para a compreensão da natureza das coisas e para o entendimento dos fatos.
A inteligência humana pode ser entendida como a capacidade intelectual individual de cada pessoa. Por meio do conhecimento, da compreensão e do aprendizado, somos capazes de formar conceitos, desenvolver habilidades e ampliar nossa cognição. Reconhecemos padrões, planejamos ações e aplicamos a lógica e a razão. Aprendemos a nos comunicar e, para isso, criamos a linguagem. O acúmulo de conhecimento nos torna mais cultos e, possivelmente, mais inteligentes, pois utilizamos a lógica e os padrões para prever problemas e propor soluções.
Se nascemos mais ou menos inteligentes ou se nos tornamos mais inteligentes à medida que acumulamos conhecimento, eu não sei. Essa é uma outra questão, sobre a qual não possuo conhecimento suficiente para opinar.
Inteligência emocional e inteligência social, por exemplo, são conceitos atribuídos a diferentes formas de manifestação da inteligência humana. Acredita-se que, quanto maior for a capacidade intelectual e emocional de um indivíduo, melhores tendem a ser seus resultados em diversas áreas da vida.
Ainda não temos uma noção exata de como lidar com a Inteligência Artificial, e isso gera preocupação. A ideia de que máquinas possam, um dia, tomar decisões por nós é, no mínimo, inquietante.
A Inteligência Artificial é a capacidade de máquinas e sistemas computacionais realizarem tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana, aprendendo, adaptando-se e tomando decisões de forma autônoma.
O ramo da ciência dedicado ao estudo da computação e à possibilidade de fazer computadores “pensarem” tem criado programas capazes de simular habilidades humanas. Essas máquinas estão aprendendo a antecipar problemas e propor soluções. Diferentemente dos sistemas tradicionais, que executam tarefas repetitivas para as quais foram programados, esses sistemas podem sugerir correções de rota e adaptações em seus processos para atender novas necessidades.
A IA está presente em nosso cotidiano e, muitas vezes, a utilizamos sem sequer perceber. Ela está nos assistentes virtuais, como Alexa e Siri, nos veículos com sistemas automáticos de frenagem e estacionamento, nas indústrias que utilizam robôs, nos escritórios de advocacia, na arquitetura, na engenharia e até nos consultórios médicos, auxiliando diagnósticos. E não para por aí: seu uso se estende praticamente a todas as áreas, inclusive à saúde, realizando exames e auxiliando procedimentos cirúrgicos.
As máquinas dotadas de programas inteligentes, capazes de agir sem intervenção humana direta, são, a meu ver, assustadoras. Elas aprendem continuamente e aprimoram seu próprio desempenho, podendo atuar em diferentes níveis de complexidade.
Como lidar com isso ainda é, para mim, uma incógnita. Como diz o samba “Canto Chorado”: “o que dá para rir, dá para chorar; questão só de peso e medida, problema de hora e lugar; mas tudo são coisas da vida”. Conviver com a IA e suas implicações também é uma dessas coisas da vida. Já não se trata de uma questão de escolha. Gostemos ou não, ela já faz parte do nosso cotidiano, e devemos ser inteligentes o suficiente para aprender a utilizá-la a nosso favor.
Se vamos perder postos de trabalho da forma como os conhecemos hoje, eu não sei, mas é provável que sim. Se surgirão novas profissões e oportunidades em condições diferentes das atuais, também não sei, mas isso igualmente parece possível.
O que sei é que não podemos desaprender por permitir que as máquinas façam tudo por nós. Não podemos aceitar que elas assumam o comando e reservem aos seres humanos apenas as tarefas repetitivas que antes executavam. Também sei que ainda não sabemos como essa história terminará. Contudo, estou convencido de que, inevitavelmente, aprenderemos a lidar com essas questões.
Texto – Jorge Barbosa – Empresário







