Não sou político, analista e menos ainda cientista desse campo, sou apenas um cidadão, um brasileiro que não conhece os meandros políticos, mas que pensa e quer governantes que cumpram o papel constitucional a eles destinados, que trilhem o caminho da prosperidade e administrem os nossos recursos da melhor forma, sem desperdícios e sem desvios.
A candidatura do senador Flavio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que foi muito criticada pelos analistas e ou cientistas políticos, como se fora apenas um balão de ensaio ou uma tentativa de manter o capital político do maior líder da direita na atualidade, Jair Bolsonaro, na posse da família. Não sei nem se isso é possível.
Essa pode ser uma visão, mas sempre ouvi dizer que lançar uma candidatura com bastante antecedência é a melhor forma de inviabilizar um candidato, deixando que a referida candidatura seja exposta as críticas e as campanhas de desconstrução promovida pelos opositores. Sinceramente não acho que tenha sido essa a estratégia. Talvez preservar nomes com boa aceitação popular para uma futura composição, talvez por ser um político de sua inteira confiança ou para mostrar aos brasileiros que, mesmo sofrendo perseguição e injustiça, continua firme na defesa dos seus ideais.
Flávio Bolsonaro não é Jair Bolsonaro. Flávio tem ideias próprias e tem mais polidez no trato com seu entorno, isso me autoriza a pensar e a dizer que podemos resumir essa candidatura como independente e com rilho próprio. Flavio é um representante confiável da direita e Jair Bolsonaro sabe que ele pode desempenhar com galhardia o papel de enfrentar o sistema.
Não tenho dúvida de que a candidatura sofrerá todo tipo de perseguição e até mesmo as acusações já arquivadas ou infundadas como a nefasta prática conhecida nos meios políticos como “rachadinha”, serão requentadas e apresentadas como novidades. Certamente a narrativa da compra de sua casa voltará turbinada e mais um monte de acusações que nunca serão provadas.
Aliais a referida prática, vulgarmente apelidada de “rachadinha”, parece ser comum, embora condenável. É sempre bom lembrar que a esquerda, principal adversária da família Bolsonaro e da direita, teve e tem alguns de seus filiados envolvidos nesse mesmo tipo de crime, com alguns até confessando, como foi o caso do deputado André Janones, que se comprometeu com a devolução dos valores apurados.
Esse deputado, mesmo sendo réu confesso, teve seu mandato salvo pelos seus fiéis escudeiros da esquerda e do chamado “centrão”. O impossível acontece quando há interesse da esquerda ou dos amigos do rei.
Muitos dos parlamentares abrigados nesse bloco central se dizem de centro, de um lado ou de outro, mas apoiam e votam muitas das vezes nas pautas da esquerda ou quando há emendas parlamentares a serem distribuídas. Nunca se sabe em que lado estão, são pouco confiáveis.
Depois é preciso compreender que nomes de peso que governam estados de peso, com boa avaliação e situação confortável em relação a uma reeleição, podem ser derrotados no próximo pleito presidencial e ainda ver seus sucessores indicados serem derrotados em seus estados, o que seria um enorme prejuízo para a direita e para o país.
Seja lá qual tenha sido o motivo do lançamento da candidatura do senador Flavio Bolsonaro o fato é que isso se tornou uma grande preocupação para a esquerda, que está apreensiva com o desempenho do candidato Flavio nas pesquisas de opinião. Essa candidatura parece ter ganho a simpatia dos brasileiros da ala direitista, dos conservadores, dos defensores do livre mercado, da propriedade privada, da produção e dos adeptos das boas práticas.
Texto – Jorge Barbosa – Empresário







