Antonio Figueira, figura querida e respeitada pela sociedade pernambucana, foi um médico que deixou sua marca não apenas na medicina, mas também na vida pública de Pernambuco.
Embora médico de formação, envolveu-se na gestão pública ao assumir o cargo de secretário de Saúde no governo de Eduardo Campos, realizando um grande trabalho em favor da saúde dos pernambucanos. Entre suas importantes contribuições, destaca-se a construção de três hospitais na Região Metropolitana do Recife, além do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, ampliando o acesso da população aos serviços de saúde.
Mas, para além do homem público e do profissional dedicado, Antonio Figueira foi também um grande amigo.
Tive com Figueira uma amizade fraterna, sincera e verdadeira, construída ao longo dos anos e marcada por momentos especiais. Tínhamos uma tradição que guardo com muito carinho: todos os dias 31 de dezembro, reuníamo-nos para comer uma feijoada no restaurante Dom Pedro, do nosso querido amigo Júlio Crucho.
Era mais do que uma refeição. Era um encontro de amizade, de conversa, de alegria e de celebração da vida. Uma tradição que se tornou parte da nossa história e que hoje vive na memória e no coração.
A homenagem prestada pelo IMIP a Antonio Figueira representa o reconhecimento de uma trajetória dedicada à medicina, à saúde pública e ao povo pernambucano.
Tenho saudade de Figueira.
Saudade do amigo, das conversas, da nossa feijoada de fim de ano e daqueles momentos que o tempo não apaga.
As pessoas especiais não partem por inteiro. Permanecem nas obras que realizaram, nas amizades que construíram e nas lembranças que deixaram.
Antonio Figueira, meu amigo, sua ausência é sentida, mas sua lembrança permanecerá para sempre em meu coração.




