Os Correios anunciaram a suspensão temporária de parte do Plano de Reestruturação 2026–2027 após a ameaça de greve por parte dos trabalhadores. A decisão busca abrir espaço para negociações com as entidades sindicais e evitar a paralisação dos serviços postais.
Entre as medidas suspensas, até o fim de julho, estão o fechamento e a otimização de unidades operacionais, alterações na gratificação paga aos empregados do atendimento, mudanças na remuneração da chamada “quebra de caixa” e a implementação do Sistema de Dimensionamento da Distribuição (SDD), voltado à reorganização das operações de entrega.
A empresa informou que foi instalada uma mesa de negociação para discutir os pontos contestados pelos sindicatos. Segundo os Correios, a suspensão é temporária e tem como objetivo construir soluções consensuais, sem comprometer a continuidade do processo de modernização da estatal.
Apesar do recuo em parte das medidas, os Correios destacaram que as demais ações previstas no plano de reestruturação permanecem em andamento. A empresa afirma que as mudanças são necessárias para melhorar a eficiência operacional e enfrentar os desafios financeiros enfrentados pela estatal.
As entidades representativas dos trabalhadores defendem a revisão das propostas e argumentam que as medidas podem resultar em sobrecarga de trabalho, redução de direitos e prejuízos à qualidade dos serviços prestados à população. As negociações devem prosseguir nas próximas semanas, enquanto a possibilidade de greve permanece condicionada ao resultado das tratativas entre as partes.







