O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto, perdeu a oportunidade de mostrar de que está do lado do setor da cana durante protesto na frente da Casa, na manhã chuvosa desta terça-feira (7h). Pelo contrário, centenas de produtores foram barrados de entrar e se posicionaram.
Revoltados, foram até a sede do governo de PE. Lá, além de serem ouvidos e recebidos no Palácio pelo chefe de Gabinete, Eduardo Vieira, junto com uma comissão de deputados, ainda definiram a pauta pela judicialização onde buscará a garanta da votação da LOA, independentemente de Porto e da minoria dos deputados oposicionistas.
Um tipo de abaixo-assinado voltados para os deputados que apoiam o fertilizante através da votação da LOA também será direcionada à Alepe. O objetivo das entidades é que fique claro para o setor canavieiro e a sociedade em geral quem é à favor ou contra efetivamente.
“Se for necessário voltar à Alepe, voltaremos mas com tratores e caminhões ”, garantiu Alexandre Andrade Lima e Gerson Carneiro Leão, presidentes da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e do Sindicato dos Cultivadores de Cana de PE (Sindicape), respectivamente. Eles estavam acompanhados de outros líderes do setor e pelos deputados Antônio Moraes, Luciano Duque, France Hacker e João Paulo.
Diante desse imbróglio para a entrega emergencial do adubo, que carece de sua aplicação urgente neste período chuvoso, a AFCP e o Sindicape buscarão o Ministério de Agricultura (Mapa), agora comandado pelo deputado federal pernambucano, André de Paula, depois da recente reforma ministerial.
Além do pedido de fertilizantes, o setor vai solicitar o apoio do novo gestor à subvenção econômica para os canavieiros nordestinos atingidos pelos impactos do tarifaço dos EUA sobre o açúcar e etanol brasileiros.







