PROFIMED-EXAME NACIONAL DE PROFICIÊNCIA EM MEDICINA

Eis a questão, ouvi a pouco que tramita no congresso um projeto de lei para instituir no Brasil a obrigatoriedade de um exame, mais ou menos nos moldes do exame da OAB-ordem dos advogados do Brasil, nominado Profimed, e já apelidado de OAB da medicina. O referido projeto ainda estaria sendo discutido, mas não se sabe como seria aplicado, se em uma única ou em duas etapas. Se a opção for por realizar um único teste, esse seria aplicado no final do curso, porem se o congresso optar por testar o conhecimento dos recém formados em duas etapas, o primeiro teste seria aplicado ao final do ensino teórico e o segundo teste seria aplicado ao final do ensino prático.

Seguindo esse raciocínio em breve teremos OAB, Profimed, Profienge-exame nacional de proficiência em engenharia, Profiodonto-exame nacional de proficiência em Odontologia, Profiadmin-exame nacional de proficiência em administração e outros tantos exames, tantos quantos forem os cursos superiores regulamentados. Essa me parece ser a melhor forma de fechar os olhos para a causa do problema, continuaremos com instituições de ensino deficientes. Estamos atuando no efeito e não na causa

Fico a pensar aqui com meus botões, e talvez seja criticado por isso, se não seria mais proficiente testar essas instituições e seus alunos anualmente e corrigir as eventuais falhas. Não sei qual o custo de fazer essas avaliações, mas estou certo de que o resultado será melhor. As faculdades ou universidades seriam acompanhadas de perto, se obrigariam a corrigir as disciplinas que apresentassem deficiências, seja por conta da carga horaria ou por conta do seu corpo docente, assim como também seriam avaliados seus discentes.

Uma coisa é certa, muito mais caro é formar profissionais despreparados nessas e mais todas as outras profissões. Muito mais caro é deixar morrer um paciente que poderia ser curado, deixar ruir uma construção que deveria abrigar sonhos, deixar sem sorrir quem poderia ter saúde bucal, deixar falir empresas que deveriam prover todos que nela trabalham e assim sucessivamente.

É assim que penso, e como eu, outros devem ter esse mesmo entendimento. Respeito todos as outras correntes, mas penso que a atuação deve ser na sempre na causa, nunca no efeito.

Texto – Jorge Barbosa

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