Em jogo dramático o náutico faz três gols, sendo um contra sua própria meta, a tônica dessa partida foi mesmo a emoção. Um primeiro tempo primoroso, intenso, o náutico acuou a equipe do Brusque e poderia ter saído para o intervalo com um placar favorável de 3 ou mais gols, sem nenhuma soberba.
Depois de um início no campeonato apenas regular o náutico contrata Hélio Dos Anjos e com sua chegada o Naútico torna-se o clube a ser batido, 12 jogos sem derrotas entre eles 8 sem tomar gols
Entramos no quadrangular como o melhor futebol praticado até então e isso nos credenciava para ir à final, era nisso que eu acreditava.
A tabela manda nosso primeiro jogo para a casa do Brusque e lá vencemos, mesmo tendo um atleta expulso ainda no primeiro tempo de jogo, começamos essa etapa com o pé direito. Na sequência teríamos dois jogos em nosso campo. Isso dava aos alvirrubros de Rosa e Silva a confiança de que o acesso se avizinhava. Vieram os tais dois jogos em que poderíamos ter assegurado nossa saída da terceira divisão, mas o que assistimos foram duas trágicas derrotas, agora estávamos a depender de outros resultados, mas o Náutico é para quem acredita.
Durante o jogo, principalmente no segundo tempo, um pensamento positivo ocupava minha memória. Em 2019 contra o Payssandu o Náutico faz outro jogo daqueles de deixar o torcedor com os nervos em frangalhos, precisava vencer para se classificar ou empatar para levar a decisão para pênaltis. Perdia o jogo por 2 gols até os 20 minutos do segundo tempo, dentro do Eládio de Barros Carvalho, quando fez seu primeiro gol. Ainda não era o suficiente para sair do inferno chamado série “C”. Mas o Naútico é para quem acredita e nos acréscimos, já perto dos 50 minutos vem o gol salvador, novamente acende em nós a esperança da sonhada volta à segunda divisão. Decidir nos Pênaltis é a regra da competição e lá vamos nós para mais outro período de sofrimento. Nesse dia Deus teve compaixão dos alvirrubros e vencemos a partida.
Mas nem só de boas lembranças vive o Náutico, vez por outra eu lembrava da desastrosa e sofrida derrota para o grêmio porto-alegrense, também dentro de nossa casa. Um jogo trágico em que desperdiçamos dois pênaltis. Vale lembrar que por ocasião da marcação do segundo pênalti, inconformados, os jogadores do grêmio fazem uma confusão e três atletas são expulsos da partida. Nesse dia o futebol resolve nos punir e já perto do final da partida tomamos um gol e perdemos o jogo.
De volta à tarde do sábado, 11 de outubro, após a alternância de bons a maus pensamentos, nosso time volta para o segundo tempo da partida, o resultado de que dependíamos nos favorecia, a Ponte Preta ganhava seu jogo. Mas o Naútico volta apático e faz um péssimo segundo tempo, deixa o Brusque gostar do jogo e crescer, o adversário passa a pressionar, em um desses ataques nossa defesa bate cabeça e manda a danada da bola contra nossa própria rede, com esse gol contra, está decretado o empate. Esse resultado nos traz de volta a terceira divisão. Mas o Náutico é para quem acredita, a Ponte Preta agora vencia seu jogo por dois gols e só faltava fazermos a nossa parte, vencer nosso jogo.
Acho que o futebol pune a quem dele desdenha, mas ajuda a quem acredita e foi assim que a partida seguiu. Voltamos a pressionar, mesmo que de forma desordenada, e nosso atacante nigeriano, Samuel Otusanya, entra na área e é aterrado, pênalti, a alegria volta ao semblante dos alvirrubros que lá estavam, Paulo Sergio, com muita tranquilidade faz o gol do acesso. Mas com o náutico tudo acontece e novamente a defesa bate cabeça e, para mim em lance duvidoso, faz falta dentro de nossa área e o juiz marca penalidade máxima. A alegria se apaga e volta a preocupação, será que teríamos mais outro ano na famigerada terceira divisão? O lançamento que originou toda essa confusão era nulo, três jogadores do Brusque estavam em posição de impedimento, mas até que isso fosse averiguado e o pênalti invalidado foi uma eternidade. Valeu a espera e pouco depois o sofrimento se transforma em uma explosão de alegria, voltamos a segunda divisão do futebol brasileiro e vamos em busca do nosso lugar na série “A”. O Náutico é mesmo para quem acredita.
Texto – Jorge Barbosa – Empresário







