A luta eterna entre a esquerda e a direita. A direita recebe duros e demolidores golpes da esquerda, é levadas as cordas onde é derrubada, ao cair toca o chão com o corpo surrado, é ponto para a esquerda, a contagem é aberta, mas direita se levanta e a luta é reiniciada. Fim do segundo round, a direita cambaleia, mas ainda andando com suas próprias pernas vai para seu corner, onde tenta se recuperar para voltar a luta.
Ainda não foi nocauteada.
Após as tentativas mal sucedidas de implantação de ditadura do proletariado, como gostava de falar à época, através da forca e das armas a esquerda brasileira com muita competência muda de estratégia, mesmo derrotada cria a narrativa de que lutava para restabelecer a democracia e a liberdade, como se isso não existisse e como se fossem eles os donos da verdade e da virtude, quando na verdade foram apenas, mais uma vez, impedidos de estabelecer a ditadura de esquerda que tanto buscavam e ainda buscam.
Essa narrativa repetida como mantra, mesmo após o período dos governos militares foi, e vem sendo usada e enfeitada com a velha conversa estudantil lá dos anos 70, de que a direita tenta dar um golpe.
Essa narrativa mofada ainda faz parte dos discursos e pronunciamentos da esquerda brasileira que nunca abandonou as bancas escolares, nunca saiu dessa época.
Antonio Gramsci, nascido na Sardenha, militante do partido socialista e fundador do partido comunista italiano, preso pelo fascismo de Mussolini, mais um sanguinário ditador de esquerda, escreve “cadernos do cárcere” e nele propõe que a revolução seja gradual, preconiza a tomada de escolas e universidades, da imprensa e da cultura, mas não de quarteis.
“Não ataquem blindados, ataquem ideias”.
Essa foi a ideia central, o foco principal da ação esquerdista no Brasil, após as sucessivas derrotas nas frustradas tentativas anteriores de tomada do poder, executadas diferentemente do que descreve o “trabalho” de
Antonio Gramsci, elaborado enquanto esteve preso, a esquerda brasileira adota os “cadernos do cárcere” como método padrão de comportamento.
Assim, invadiram e degradaram o ensino, falsearam os fatos, distorceram os fundamentos da ciência, implantaram a ideia da construção social como base para desenvolvimento e bem estar da massa popular, contando apenas com a divisão dos bens produzidos, sem levar em conta a produção da riqueza a ser partilhada. Teses como essa estão fadadas ao insucesso, criam a nefasta ideia aos desvalidos de raciocínio de que irão dividir uma riqueza que não ajudaram a produzir, que participarão do banquete a ser servido pelos detentores do poder, repartindo
indistintamente com todos as riquezas geradas pelo trabalho e pelaprodução.
Os exemplos das administrações de ditadura comunistas ou de esquerda, se assim preferirem, são muitos, todos mal sucedidos. Conseguem se manter a frente do poder enquanto duram os recursos que sustentam as armas. Impedem que o povo seja educado e informado, deixando os infelicitados por essa nefasta ideologia dependentes das esmolas
distribuídas pelo poder central. Não são democráticos e não aceitam divergência.
A prática adotada pela esquerda e vigendo no país, década após décadas, confunde o eleitor que elege um parlamento em conflito, a maioria formada ideologicamente a esquerda, muitos deles com princípios
conservadores herdados dos pais e adquiridos pelo convívio com os mais antigos, alguns com viés capitalista, outros com viés esquerdista, alguns oriundos do serviço público outros vindos da iniciativa privada formando
um turbilhão de tendencias.
O que parecia bom, torna-se na realidade um monte de ideais soltas, uma balburdia, um verdadeiro salve-se quem puder. Um congresso confuso onde parte de seus integrantes se porta como adolescente que muda nconforme os ventos que sopram. Alguns mudam conforme o que recebem, deixando o interesse público em último plano.
O continuo enfraquecimento da produção da riqueza, a constante desumanização da figura do brasileiro de direita, o gradativo encolhimento da economia, o culto ao coitadismo e a pobreza, incutir na população a dependência do estado, distribuir de forma indiscriminada e sem compromisso os inúmeros “benefícios socias” que só viciam os
usuários, a complacência com o crime e a narrativa de que o criminoso é um “vítima da sociedade”, denegrir a religião, a pátria e a família, tratar os desafetos políticos como criminoso hediondo entre outras tantas coisas é
o reflexo da ruinosa teoria adotada e posta em prática.
Julgamentos eminentemente políticos, solturas e anulações sem critérios, ou melhor, com mudanças de regras casuísticas, desarmonia e invasão de competência entre poderes, perseguição e punição severa aos ativistas de
direita, e só a eles, com penas maiores que estupradores, assassinos e corruptos, mas tudo, evidentemente, em nome da “relativa” democracia.
Controle do que é possível falar, se e somente se, a fala for contraditória aos que se intitulam donos da verdade e da virtude, para não chamar censura, mas tudo, evidentemente, em nome da “permitida” liberdade de
expressão, são consequências da desastrosa prática política imposta aos brasileiros.
Questionar processos, afirmações ou falas, decisões ou opiniões, quando divergirem dos iluminados integrantes da cúpula do poder, salvadores da democracia, são considerados “atos antidemocráticos que atentam contra
as instituições e contra o estado democrático de direito”.
A parte dessa perniciosa estratégia adotada, que busca apenas o poder, tenta aniquilar os conservadores, com constantes ações, declarações, posicionamentos e com o afastamento político de parceiros ocidentais
históricos. Com a crescente aproximação do mundo ditatorial e a perseguição ao maior representante da direita na atualidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Brasília cria dificuldades econômicas e políticas, se afasta do mundo produtivo e abraça com forca o ineficiente mundo da esquerda. É isso que vejo, mas não é isso o que quero para o nosso Brasil.
Texto – Jorge Barbosa – Empresário







